5 Práticas eficientes de Networking

Fui convidado a apresentar nesta semana na Associação Comercial e Industrial de Campinas. O desafio apresentado:

Quais as 5 práticas mais eficientes para gerar negócios

Como não tenho controle estatístico das práticas e ferramentas, não posso afirmar o que realmente é “o melhor”, “mais rápido”.

Na minha experiência, considerando o que aprendi nestes últimos anos treinamento mais de 1000 pessoas em networking profissional, e com a CONFNetworking, conferência que organizei, onde tive a oportunidade de entrevistar 42 pessoas de 8 países diferentes, inclusive o pai do Networking, Mr Ivan Misner, trago aqui um pouquinho do que aprendi.

Estas são práticas que funcionam para mim e para muitos empresários e executivos.

Viver o propósito

Muita gente banaliza “o propósito” nas mídias sociais. Viver o propósito é algo muito mais profundo do que simplesmente publicar imagens bonitinhas na internet. É um trabalho diário de autoconhecimento, de reflexão, de abrir mão, de planejamento, de execução, de sacrifício, de vulnerabilidade.

Pessoas compram você antes de comprar seu produto ou carreira. Quem tem um propósito pequeno tem um futuro pequeno. Quem não tem um propósito, tem um futuro incerto.

Se você quer ser um profissional de alto impacto, precisa ter um propósito valioso, não necessariamente gigantesco. Mas com certeza, valioso, importante e digno, seu propósito precisa ser.

Pode ser deixar um mundo melhor para seus filhos. Talvez seja deixar uma aposentadoria. Ou criar independência financeira. Ou então tocar a vida de 1 milhão de pessoas.

O que importa é que se você não viver o propósito todo-santo-dia, ele não vai acontecer. Não é mágica.

E como se faz para “descobrir” o propósito? Existem muitas formas diferentes. Uma forma estruturada e que é comumente representado por Ikigai, com círculos que se encontram no seu propósito:

  • o que você ama
  • o que você faz bem
  • o que o mundo precisa
  • o que é remunerado

Se você encontrar estes elementos, e realmente focar na excelência e aprender a se valorizar e a vender, você não vai precisar se preocupar com dinheiro.

Trabalhar o Capital Social

Imagine que você tenha uma conta bancária virtual com cada pessoa que você conhece.

Cada vez que você faz algo por alguém, você tem um crédito. Cada vez que você recebe algo de alguém, você tem um débito.

Trabalhar o Capital Social significa garantir que você deposita muito mais do que você saca dessas contas virtuais.

Assim, quando você precisar, você realmente vai ter crédito. Ou seja, quando pedir ajuda, você vai ser ajudado.

Criar Conexão Emocional

Você não vai encontrar peixes grandes na superfície e sim no fundo do rio.

Se você quer criar relacionamentos para a vida, você precisa entregar seu coração, sua alma naquilo que você faz.

Não pode se segurar, não pode ficar no mental.

Pessoas vem antes, durante e depois de processos, projetos e relações comerciais.

Para isso você precisa contar sua história, saber ouvir a história dos outros, saber se conectar com o ser humano com dificuldades, problemas, medos, anseios e necessidades que está por trás de um crachá, uma marca, uma empresa.

Fortalecer a Marca Pessoal

Imagem, marca, logo, presença, apresentação pessoal, roupas, cores, texturas, comunicação, cartão de visitas, site…

Tudo isso faz parte da sua marca pessoal. Mas mais importante que isso é ser memorável, porque você faz um trabalho de excelência em tudo que você põe a mão.

É ser lembrado porque você fez a diferença. É ser reconhecido pela excelência.

Fácil? Claro que não.

Mas se você olhar em volta vai perceber que pouca gente se dá ao trabalho de focar em altíssima qualidade, em entregar muito mais do que se espera.

A competição é bem pequena, na verdade. O mundo está cheio de nota 7.

Então porque não ser nota 10 e fazer a diferença?

Adaptar-se

Se você está no caminho errado, a melhor coisa que pode fazer é aceitar o fato, dar meia-volta, e retornar.

Adaptar-se significa ter humildade para saber o que funciona e o que não funciona. É estar aberto para continuar aprendendo, para receber feedback, para estudar, fazer cursos.

Adaptar-se é cortar o que não funciona mais. Abandonar o fracasso e persistir no novo, para que possa ter sucesso.

Adaptar-se é eliminar os “braços” da sua rede de relacionamentos que já não fazem mais sentido para você. É podar a árvore para que mais frutos possam nascer dos braços de árvore que são bons.

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Carlos Hoyos é empresário, especialista em elevação de performance executiva e empresarial. Ajuda empresários e influenciadores a desenvolverem suas empresas, negócios e carreiras. Já liderou equipes e projetos multidisciplinares, multi-sites e multi-culturais na IBM Estados Unidos e Motorola Brasil. É sócio fundado do Instituto Thomazelli Hoyos

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